terça-feira, 23 de maio de 2017
domingo, 30 de junho de 2013
Licenciamento Ambiental e Qualidade de Vida em Vitória da Conquista
Muitas das atividades econômicas
desenvolvidas nos dias de hoje ou utilizam-se de recursos naturais ou geram resíduos
ou ameaçam a qualidade ambiental por possuírem potencial poluidor, sejam
atividades mineradoras, agropecuárias, industriais, comerciais, transportes e
prestação de serviços.
A mineração serve-se tanto do
solo e subsolo quanto da vegetação e dos cursos d’água, removendo e provocando
alterações no terreno, na paisagem e nos processos hidrológicos.
A agropecuária
modifica os processos de desenvolvimento do solo, da vegetação, da fauna e dos
cursos d’água além de gerar resíduos de embalagens e recipientes contaminadores
químicos e biológicos.
O comércio, a indústria e os serviços possuem potenciais
poluidores do ar, das águas e do solo, como também podem afetar a
infraestrutura urbana de águas e esgotos, vias de tráfego e circulação de
pessoas e veículos causando problemas de ordem sanitárias, mobilidade e causando
prejuízos materiais, dentre vários outros.
Para que as atividades econômicas
sejam desenvolvidas sem causar danos à qualidade de vida das populações humanas
e aos seres vivos de um modo geral, como também manterem a qualidade dos recursos
naturais foi criado a ”ferramenta” Licenciamento Ambiental como instrumento de
prevenção e controle das atividades que podem causar danos ambientais, que
podem ser de atividades privadas ou da administração pública, em grau baixo,
médio ou alto de potencial poluidor. Dependendo do porte ou etapa da atividade
ou projeto a ser implantado existem diversos tipos de licença como a licença
simplificada para empreendimentos de baixo impacto poluidor ou pequenos
empreendimentos, a licença prévia que atesta a viabilidade de um
empreendimento, a licença de instalação que autoriza a implantação das obras e
a licença de operação que autoriza o funcionamento do empreendimento.
O município de Vitória da
Conquista é um dos poucos no Estado da Bahia que possui estrutura técnica de
secretaria, Conselho Municipal e uma Política Ambiental instalada e definida,
em que o Licenciamento Ambiental pode contribuir para o estabelecimento de seu
desenvolvimento sustentável, possibilitando que o crescimento econômico esteja
em consonância com a proteção ambiental. Entretanto, para o estabelecimento
dessa gestão, se faz necessário que a Administração Púbica Municipal fortaleça
o controle das atividades poluidoras estruturando as equipes de análise, fiscalização
e controle do Licenciamento Ambiental e desenvolva uma política de
relacionamento esclarecedora, transparente e ágil em que sejam licenciados
todos os empreendimentos com potencial poluidor implantados no município e que
essa “ferramenta” seja eficiente em sua execução, não desestimulando a
implantação de novos negócios pela demora excessiva nas liberações e/ou
preconceitos em relação a tipologia das atividades , mas que seja vigorosa e
criteriosa na avaliação do grau e potencial de danos ambientais que os
empreendimentos possam causar ao meio e às comunidades rurais e urbanas do
município.
Atividades comuns no nosso
cotidiano impactam o meio ambiente de forma contundente, gerando consequências
danosas, desde pequenos a grandes empreendimentos como, por exemplo, a produção
de biscoitos, em que a matéria prima gera o resíduo da manipueira contaminando
o solo e as águas nas localidades de Campinhos, Simão e Pradoso, dentre outras.
A expansão imobiliária que se vale do desmatamento de áreas de preservação
permanente comprometendo todo o sistema de recarga do berço das águas
conquistenses que é a Serra do Periperi e, consequentemente o ciclo hidrológico
de mananciais da Microbacia do Rio Verruga – importante contribuinte da Bacia
Hidrográfica do Rio Pardo, na recente investida da Construção Civil no
município em que se proliferam os loteamentos de Luxo na periferia e na Zona
Rural do município.
| Córrego localizado na localidade de Campinhos com potencial de contaminação por resíduos domésticos e da ação poluidora dos resíduos da manipueira das fábricas de biscoitos, na periferia de Vitória da Conquista. |
segunda-feira, 13 de agosto de 2012
terça-feira, 12 de junho de 2012
Seca no Sudoeste da Bahia
O Povoado de Laranjeiras pertence ao Município de Vitória da Conquista/BA e fica na região de influência da caatinga, assolada por uma seca que já dura mais de 1 ano. Região com tradição de produção de aipim (mandioca) e feijão de arranque, além da horticultura e alguma produção de fundo de quintal de citrus (laranja e limão). Com cerca de 30 agricultores familiares cadastrados no Programa de Aquisição de Alimentos - PAA do Ministério do Desenvolvimento Social em parceria com o município, não apresentou nenhuma produção à aquisição do Programa, em função da falta dos produtos e aos baixos preços de produtos tradicionais propostos pela CONAB.
Foto: alexandredocerrado
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
Manipuera da mandioca
Lixo ou riqueza desperdiçada?
MANIPUERA
De excelente aproveitamento e com grande valor nutritivo, pode ser utilizado na alimentação animal de bovinos, suínos e na piscicultura.
Jogada sem tratamento e aproveitamento compromete a qualidade do ambiente quando exala fortes odores e contamina fontes e cursos d'água.
As casas de farinha e fábricas de goma e biscoitos podem contribuir para a melhoria da qualidade do ambiente instalando equipamentos para o tratamento e aproveitamento da manipuera agregando-lhe valores sócio-ambientais como a geração de renda e oportunidade de trabalho para as comunidades, ao destinar corretamente a manipuera que geram.
Fotos: alexandredocerrado
A manipuera - ácido cianídrico, produto venenoso da raiz da mandioca - é o resíduo que sobra de seu descascamento, produto de sua espremedura.
Também conhecida como manayba na Região Norte do Brasil. Para se extrair a manipuera é necessário o uso de uma prensa, como o tipiti ou outro tipo e dela se retira o carimá, no linguajado popular, goma ou polvilho. Manipuera, o prefixo mani (o nome da menina da lenda da criação por Tupã da planta da mandioca), o sufixo puera (tem o significado de ruim) = a parte ruim da mandioca.
De excelente aproveitamento e com grande valor nutritivo, pode ser utilizado na alimentação animal de bovinos, suínos e na piscicultura.
Também é usado como matéria prima para defensivo agrícola natural. Utilizada na culinária em temperos de carnes, peixes e aves na forma de tucupi.
Jogada sem tratamento e aproveitamento compromete a qualidade do ambiente quando exala fortes odores e contamina fontes e cursos d'água.
As casas de farinha e fábricas de goma e biscoitos podem contribuir para a melhoria da qualidade do ambiente instalando equipamentos para o tratamento e aproveitamento da manipuera agregando-lhe valores sócio-ambientais como a geração de renda e oportunidade de trabalho para as comunidades, ao destinar corretamente a manipuera que geram.
Fotos: alexandredocerrado
Melocactus conoideus
SOS MEIO AMBIENTE
ALERTA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Não compre o Melocactus conoideus retirado da Serra do Periperi!
Cabeça-de-frade da Serra do Periperi,
Sou o Melocactus conoideus!
Sou da terra, sou da serra, só da serra!
Do cimo, como Zeus.
Sou da primeira semente
Que se sustenta na pedra,
Sou da seca que desterra,
Do penhasco e da areia:
Sou da Terra! Sou da Serra, só da Serra!
Sou da Terra! Sou da Serra, só da Serra!
O Melocactus conoideus!
por alexandredocerrado
quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
Educação Sócio Ambiental
A educação sócio ambiental é uma ferramenta de desenvolvimento sustentável das comunidades quando representa a articulação da temática ambiental com a realidade local, o poder de organização e mobilização comunitária e os saberes tradicionais.
No início da década de 1990 a educação ambiental era considerada como o ”ponto” de mudança para a nova postura planetária, inspirada também, principalmente, pela ECO 92, a partir de onde iniciou-se uma proliferação de ações ambientais que se espalharam pelo mundo, e que no Brasil foram de ordem governamental e não-governamental, mas que demonstraram ainda nos meados da década que o ingrediente social deveria ser “lembrado”, não somente : … em defesa do mico leão, mas também: … em defesa da segurança alimentar, … em defesa da piracema, … em defesa da qualidade vida.
Difícil separar a questão ambiental da social nos limites de nosso território, porquanto se solidifica o socioambientalismo, amparado no poder de articulação, mobilização e de ação social do povo brasileiro - das tantas organizações que apareceram para atender uma demanda que seria do governo em suas ações na educação, saúde, direitos humanos e vários outros.
A educação sócio ambiental vai mais além da maioria das propostas desenvolvidas nos projetos sociais e ambientais em nosso país, ela propõe uma articulação comunitária mais madura e reflexiva ao convocar os diversos segmentos da sociedade a assumir uma postura de mobilização em torno da educação ambiental, na verdade ela propõe um pacto social, baseado na valorização dos saberes tradicionais, na democracia radical e em diálogos com experiências de enfrentamento da problemática sócio ambiental.
Parte da intervenção direta e não fica na "espera" da conscientização, como se o simples fato de se levar a informação sobre as questões ambientais fosse o suficiente para resolver os problemas das comunidades e pessoas, que estariam "conscientizadas".
A educação sócio ambiental vai mais além, ela propõe uma nova forma de tratar a questão ambiental baseada no aprendizado comunitário e na participação, buscando a formação de indivíduos críticos e autônomos e emancipados.
Por alexandredocerrado
domingo, 25 de dezembro de 2011
Paisagismo
Paisagismo - Espécies arbóreas para plantio em calçadas sob rede elétrica
AROEIRA-BRAVA Lithraea molleoidesAROEIRA-PIMENTEIRA Schinus terebinthifolia
AROEIRA-SALSA Schinus molle
CASCA-D'ANTA Drimys winteri
CEREJA-DO-RIO-GRANDE Eugenia involucrata
EMBAÚBA Cecropia pachystachia
ESPINHO-DE-JERUSALÉM Parkinsonia aculeata
GUAÇATONGA Casearia sylvestris
INGÁ-DO-BREJO Inga urugensis
IPÊ-AMARELO-CASCUDO Tabebuia chrysotricha
IPÊ-BRANCO-DO-BREJO Tabebuia dura
JACARANDÁ-BRANCO Jacaranda cuspidifolia
LEITEIRO Peschiera fuchsiaefolia
LIXEIRA Aloysia virgata
MANDUIRANA Senna macranthera
PAU-CIGARRA Senna multijuga
SÃO-JOÃO Senna sp
SETE-CAPOTE Camponesia guazumaefolia
TAMANQUEIRO Aegiphila sellowiana
TATARÉ Pithecolobium tortum
TINGUI Dictyoloma vandellianum
UNHA-DE-VACA Bauhinia forficata
foto: alexandredocerrado
Meio Ambiente
Observatório do Meio Ambiente
Monitoramento dos Mananciais do Rio Verruga na Serra do Periperi.
Visita aos Minadoros do Cruzeiro e Aparecida.
O período de chuvas causa muito movimento no solo , vegetação e dos cursos d'água, devido principalmente a intensidade das águas. Formam-se verdadeiras "piscinas" na área das antigas cascalheiras, em função das pequenas represas feitas para conter a força e velocidade das enxurradas no alto da Serra do Periperi.
A ação da vizinhança continua impactando na recomposição florística, principalmente com a retirada de lenha e com os animais que são soltos dentro do Parque Municipal da Serra do Periperi para pastoreio; e também com a ação de vandalismo nos bosques e sub-bosques formados pela intervenção de recuperação ambiental e do lix
1. Cruzeiro 9:30 horas
Tempº do Ar: 19º C
Tempº da Água: 22º C
2. Aparecida 10:08 horas
Tempº da Água: 23,5º C
Monitores: Patrícia Sélis, Thiago Cotrin, Marciene Nascimento, Luciano Cairo e Alexandre Tavares
Fotos: alexandredocerrado
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