terça-feira, 12 de junho de 2012

Seca no Sudoeste da Bahia

O Povoado de Laranjeiras pertence ao Município de Vitória da Conquista/BA e fica na região de influência da caatinga, assolada por uma seca que já dura mais de 1 ano. Região com tradição de produção de aipim (mandioca) e feijão de arranque, além da horticultura e alguma produção de fundo de quintal de citrus (laranja e limão). Com cerca de 30 agricultores familiares cadastrados no Programa de Aquisição de Alimentos - PAA do Ministério do Desenvolvimento Social em parceria com o município, não apresentou nenhuma produção à aquisição do Programa, em função da falta dos produtos e aos baixos preços de produtos tradicionais propostos pela CONAB.
Foto: alexandredocerrado

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Manipuera da mandioca



Lixo ou riqueza desperdiçada?








MANIPUERA
A manipuera - ácido cianídrico, produto venenoso da raiz da mandioca - é o resíduo que sobra de seu descascamento, produto de sua espremedura.

 Também conhecida como manayba na Região Norte do Brasil. Para se extrair a manipuera é necessário o uso de uma prensa, como o tipiti ou outro tipo e dela se retira o carimá, no linguajado popular, goma ou polvilho. Manipuera, o prefixo mani (o nome da menina da lenda da criação por Tupã da planta da mandioca), o sufixo puera (tem o significado de ruim) = a parte ruim da mandioca.

De excelente aproveitamento e com grande valor nutritivo, pode ser utilizado na alimentação animal de bovinos, suínos e na piscicultura. 

Também é usado como matéria prima para defensivo agrícola natural. Utilizada na culinária em temperos de carnes, peixes e aves na forma de tucupi.

Jogada sem tratamento e aproveitamento compromete a qualidade do ambiente quando exala fortes odores e contamina fontes e cursos d'água.

As casas de farinha e fábricas de goma e biscoitos podem contribuir para a melhoria da qualidade do ambiente instalando equipamentos para o tratamento e aproveitamento da manipuera agregando-lhe valores sócio-ambientais como a geração de renda e oportunidade de trabalho para as comunidades, ao destinar corretamente a manipuera que geram.


Fotos: alexandredocerrado

Melocactus conoideus


                                   SOS MEIO AMBIENTE


ALERTA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!


Não compre o Melocactus conoideus retirado da Serra do Periperi!


            Cabeça-de-frade da Serra do Periperi,
Sou o Melocactus conoideus!
Sou da terra, sou da serra, só da serra!
Do cimo, como Zeus.
Sou da primeira semente
Que se sustenta na pedra,
Sou da seca que desterra,
Do penhasco e da areia:

Sou da Terra! Sou da Serra, só da Serra!
           Sou o cabeça de cactus.

          O Melocactus conoideus!

por alexandredocerrado

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Serra do Periperi


Observatório do Meio Ambiente

Bebedouro da onça




O Bebedouro da Onça fica situado na face norte da Serra do Periperi e é uma das nascentes que formam as áreas de descarga da Serra, contribuintes da Bacia Hidrográfica do Rio Pardo. 

Bebedouro da Onça, Vitória da Conquista/BA.BR foto: alexandredocerrado

Educação Sócio Ambiental




educação sócio ambiental é uma ferramenta de desenvolvimento sustentável das comunidades quando representa a articulação da temática ambiental com a realidade local, o poder de organização e mobilização comunitária e os saberes tradicionais.
No início da década de 1990 a educação ambiental era considerada como o ”ponto” de mudança para a nova postura planetária, inspirada também, principalmente, pela ECO 92, a partir de onde iniciou-se uma proliferação de ações ambientais que se espalharam pelo mundo, e que no Brasil foram de ordem governamental e não-governamental, mas que demonstraram ainda nos meados da década que o ingrediente social deveria ser “lembrado”, não somente : … em defesa do mico leão, mas também: … em defesa da segurança alimentar, … em defesa da piracema, … em defesa da qualidade vida.
Difícil separar a questão ambiental da social nos limites de nosso território, porquanto se solidifica o socioambientalismo, amparado no poder de articulação, mobilização e de ação social do povo brasileiro - das tantas organizações que apareceram para atender uma demanda que seria do governo em suas ações na educação, saúde, direitos humanos e vários outros.
A educação sócio ambiental vai mais além da maioria das propostas desenvolvidas nos projetos sociais e ambientais em nosso país, ela propõe uma articulação comunitária mais madura e reflexiva ao convocar os diversos segmentos da sociedade a assumir uma postura de mobilização em torno da educação ambiental, na verdade ela propõe um pacto social, baseado na valorização dos saberes tradicionais, na democracia radical e em diálogos com experiências de enfrentamento da problemática sócio ambiental.
Parte da intervenção direta e não fica na "espera" da conscientização, como se o simples fato de se levar a informação sobre as questões ambientais fosse o suficiente para resolver os problemas das comunidades e pessoas, que estariam "conscientizadas".
 A educação sócio ambiental vai mais além, ela propõe uma nova forma de tratar a questão ambiental baseada no aprendizado comunitário e na participação, buscando a formação de indivíduos críticos e autônomos e emancipados.
Por alexandredocerrado

domingo, 25 de dezembro de 2011

Patrimônio Cultural


Sítios Rupestres - Vale da Gameleira. Vitória da Conquista - BA. 2011

Fotos: Alexandre Tavares

Paisagismo


Paisagismo - Espécies arbóreas para plantio em calçadas sob rede elétrica

AROEIRA-BRAVA Lithraea molleoides
AROEIRA-PIMENTEIRA Schinus terebinthifolia
AROEIRA-SALSA Schinus molle
CASCA-D'ANTA Drimys winteri
CEREJA-DO-RIO-GRANDE Eugenia involucrata
EMBAÚBA Cecropia pachystachia
ESPINHO-DE-JERUSALÉM Parkinsonia aculeata
GUAÇATONGA Casearia sylvestris
INGÁ-DO-BREJO Inga urugensis
IPÊ-AMARELO-CASCUDO Tabebuia chrysotricha
IPÊ-BRANCO-DO-BREJO Tabebuia dura
JACARANDÁ-BRANCO Jacaranda cuspidifolia
LEITEIRO Peschiera fuchsiaefolia
LIXEIRA Aloysia virgata
MANDUIRANA Senna macranthera
PAU-CIGARRA Senna multijuga
SÃO-JOÃO Senna sp
SETE-CAPOTE Camponesia guazumaefolia
TAMANQUEIRO Aegiphila sellowiana
TATARÉ Pithecolobium tortum
TINGUI Dictyoloma vandellianum
UNHA-DE-VACA Bauhinia forficata

foto: alexandredocerrado

Meio Ambiente


Observatório do Meio Ambiente


Monitoramento dos Mananciais do Rio Verruga na Serra do Periperi.

Visita aos Minadoros do Cruzeiro e Aparecida.

O período de chuvas causa muito movimento no solo , vegetação e dos cursos d'água, devido principalmente a intensidade das águas. Formam-se verdadeiras "piscinas" na área das antigas cascalheiras, em função das pequenas represas feitas para conter a força e velocidade das enxurradas no alto da Serra do Periperi.

A ação da vizinhança continua impactando na recomposição florística, principalmente com a retirada de lenha e com os animais que são soltos dentro do Parque Municipal da Serra do Periperi para pastoreio; e também com a ação de vandalismo nos bosques e sub-bosques formados pela intervenção de recuperação ambiental e do lixo jogado na área do parque e nas nascentes.

1. Cruzeiro 9:30 horas
Tempº do Ar: 19º C
Tempº da Água: 22º C

2. Aparecida 10:08 horas
Tempº da Água: 23,5º C


Monitores: Patrícia Sélis, Thiago Cotrin, Marciene Nascimento, Luciano Cairo e Alexandre Tavares


Fotos: alexandredocerrado

domingo, 4 de dezembro de 2011

SOS Zimbira ou Como o cumprimento de um compromisso ambiental pode conservar uma importante área de recarga de uma microbacia hidrográfica no Município de Vitória da Conquista - BA


SOS ZIMBIRA

É indiscutível a importância das Unidades de Conservação para a preservação do patrimônio natural de uma região, estado ou município, principalmente porque as UC's são geridas por regulamentos, normas e leis que tem como principal objetivo a recuperação do padrão de qualidade ambiental daquelas áreas que já sofreram ou sofrem degradação e a preservação das áreas que indicam fragilidade do ambiente e riqueza de biodiversidade.

Dentre outros princípios de conservação ambiental, regulamentados pelo SNUC (Sistema Nacional de Unidades de Conservação). SOS Zimbira! A Zimbira é um conjunto de olhos d'água (nascentes) que ocorrem na vertente norte da Serra do Periperi, a apenas 5 km do centro da cidade de Vitória da Conquista e que são de muita importância como área de recarga do ciclo hidrológico dos mananciais da Região do Córrego da Choça e do Rio Catolé - ambos cursos d'água genuinamente conquistenses contribuintes da Bacia do Rio Pardo. A área aonde se localizam as nascentes da Zimbira tem um histórico de antropismo concentrado na exploração da pecuária com a implantação de pastagens exóticas, o que afetou em muito sua conservação.

 A partir da década de 1970 foi implantado no local o Distrito Industrial dos Imborés - Projeto do Governo do Estado da Bahia que previa, dentre outras ações, a implantação de uma Àrea de Conservação na Zimbira.

 Ocorre que com o passar do tempo essa ação não só foi esquecida como também está sendo desconstruída, com a SUDIC loteando a área do curso d'água e permitindo o aterramento dos lotes - o que acabou com fluxo do córrego e compromete a conservação de uma área prevista em Lei (vide Código Florestal): a APP (Área de Preservação Permanente) das nascentes - 50 m de vegetação no entorno da mesma, como os 30 metros de cada lado do curso d'água interrompido pela implantação do DI. 

Em um município com a qualidade ambiental extremamente comprometida pelo desmatamento indiscriminado - com uma irrisória cobertura florestal na casa dos 2 a 3 % que lhe valeu o Título Nacional de um dos maiores devastadores da mata atlântica, não é mais possível aceitar que a nossa sociedade, com o conhecimento que dispõe hoje, permita que ações em nome do "desenvolvimento" comprometam ainda mais nosso patrimônio natural, nossa biodiversidade e nossa qualidade de vida. 

Se faz urgente que a comunidade conquistense cobre ações da SUDIC para a conservação desse santuário da vida natural com suas nascentes, flora característica de região montana e fauna bastante diversificada que é a ZIMBIRA! 

Exemplos nós temos por todo o país de locais em que uma administração competente trouxe conservação e desenvolvimento, através da prática de atividades de lazer, turismo de caminhadas e contemplação. 

Portanto, é necessário que passemos da conversa a ação e cobrarmos de quem quer que seja a responsabilidade de preservação da APP da Zimbira, transformando-a em uma área de proteção ambiental legalizada, o que como consequência resultará na conservação dos mananciais da Zimbira, na possibilidade de ampliação dos equipamentos públicos de lazer e turismo e na contribuição para a melhoria da qualidade de vida para a comunidade conquistense.  

  

domingo, 17 de julho de 2011

Segredos Vegetais - Dércio Marques


Sem a menor sombra de dúvida este trabalho faz parte do disco mais ecológico já produzido no Brasil. Dércio Marques faz uma viagem clorofilada pelo reino vegetal, aproximando do ouvinte uma ecologia da relação dos vegetais com seres elementais e das pessoas simples do campo. Milharal, duendes, sacis, ondinas e uma infinidade de seres povoam esse lindo disco lançado na prévia do movimento que resultou com uma nova postura dos habitantes do planeta frente a devastação do meio ambiente.

Olhos de Azeviche com Clementina de Jesus